terça-feira, 23 de setembro de 2008

Professores do estado continuam greve

Apesar do cansaço, das ameaças de corte de ponto, e das vacilações da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás(Sintego), os professores continuam em greve. Já foram 55 dias de educação paralisada, o que mostra a disposição dos professores em conseguir não apenas seu aumento de 23,5%, mas melhorias para nossa educação.

O “rombo” no estado não é desculpa. Afinal, em cerimônia de lançamento do portal transparência, a Secretaria da Fazenda de Goiás afirmou que em novembro o estado sai do vermelho. O déficit, que no começo do ano foi de 26 milhões, está em 13 milhões e zera até o fim do ano. A arrecadação aumentou 18% este ano. Dados do próprio governo. Então dá para investir mais em educação, não dá governador?

A heróica resistência dos professores atingiu todo estado. Em Mineiros a paralisação foi de mais de 70%. No entanto, tinha gente que queria terminar a mobilização. “Não podemos desgastar o movimento, devemos apresentar outras formas de luta”, disse um dos representantes da assembléia

Respeitamos aqueles que se sentem desgastados e estão temerosos. No entanto, achamos que é um momento que não pode ser perdido, afinal a saúde também está em processo de mobilização. Hoje teve assembléia da campanha salarial do pessoal da saúde em frente à sede do Ministério Público Estadual. Eles também reivindicam, além do aumento salarial, melhorias no atendimento para a população. O funcionalismo estadual sofre do mesmo mal, que é o descaso do governo. O funcionalismo federal também se move. Correios e bancários podem entrar em greve neste semestre.

Também lamentamos a postura do deputado Mauro Rubem, que disse no palanque que “não é hora de greve. A luta sindical tem que evoluir para a luta eleitoral. Devemos nos mobilizar para que os candidatos do governador percam as eleições”. O que é isso companheiro? O deputado aí parece inverter valores, pois a tradição do movimento sindical combativo sempre foi priorizar a luta direta da classe trabalhadora.

Nos solidarizamos com o Sintego quanto a prisão do presidente do sindicato, Domingos Pereira, ocorrido na última semana. É um ataque à liberdade da organização que amanhã pode atingir a todos. Não é admissível que o governo use os métodos da ditadura militar para reprimir uma greve, que é direito constitucional. Mas ressaltamos que a postura do sindicato não pode ser vacilante, afinal ele é a direção do movimento. O calendário eleitoral não pode atropelar a luta em um momento desses.

Todo apoio á greve dos professores! Unificar as lutas do funcionalismo estadual!

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