terça-feira, 23 de setembro de 2008

Vereadores de Goiânia fazem farra com dinheiro do povo

Dezoito Vereadores de Goiânia aprovaram no último dia 10 o 13o, 14o e 15o salários. Mas o aumento não foi para os funcionários da prefeitura ou para os trabalhadores e geral, foi para os próprios vereadores. Isso mesmo, ao invés de se preocuparem com a melhoria de vida do povo os caras-de-pau se preocupam com seus próprios interesses!

Parece até piada, mas 17 dos vereadores que aprovaram os salários extras querem seu voto. Será que pensam que o eleitor é burro? Em uma cidade com tantos problemas eles preferem votar o próprio aumento e ainda querem ficar mais quatro anos na vida mansa.

A Coordenação Nacional de Lutas chama os eleitores de Goiânia a não reelegerem nenhum dos caras-de-pau. O dinheiro do salário dos vereadores, que é 8.692,00, vem do nosso bolso através dos impostos.

Eles depois voltaram atrás. No dia 17 votaram pela revogação dos salários extras. Mas o “exemplo” ficou. Os distintos senhores e senhoras que votaram o benefício pensavam que tudo iria passar despercebido. Ainda bem que não passou. Agora é a hora da população julgar. Apenas uma lição neles poderá evitar que este tipo de abuso se repita.

Quem são os vereadores caras-de-pau

Abdiel Rocha – PMDB
Anselmo Pereira – PSDB
Antônio Uchoa – PR
Bruno Peixoto – PMDB
Cida Garcez – PSB
Clécio Alvez – PSB
Euler Ivo – PDT
Geovani Antônio – PSDB
Hélio de Brito – DEM
Maurício Beraldo – PSDB
Mizair Lemes – PMDB
Nelson Ferreira – PSB
Paulo Borges – PMDB
Rusembergue Barbosa – PRB
Pedro Azulinho – PSB
Santana Gomes – PMDB
Virmondes Cruvinel - PSDC

Professores do estado continuam greve

Apesar do cansaço, das ameaças de corte de ponto, e das vacilações da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás(Sintego), os professores continuam em greve. Já foram 55 dias de educação paralisada, o que mostra a disposição dos professores em conseguir não apenas seu aumento de 23,5%, mas melhorias para nossa educação.

O “rombo” no estado não é desculpa. Afinal, em cerimônia de lançamento do portal transparência, a Secretaria da Fazenda de Goiás afirmou que em novembro o estado sai do vermelho. O déficit, que no começo do ano foi de 26 milhões, está em 13 milhões e zera até o fim do ano. A arrecadação aumentou 18% este ano. Dados do próprio governo. Então dá para investir mais em educação, não dá governador?

A heróica resistência dos professores atingiu todo estado. Em Mineiros a paralisação foi de mais de 70%. No entanto, tinha gente que queria terminar a mobilização. “Não podemos desgastar o movimento, devemos apresentar outras formas de luta”, disse um dos representantes da assembléia

Respeitamos aqueles que se sentem desgastados e estão temerosos. No entanto, achamos que é um momento que não pode ser perdido, afinal a saúde também está em processo de mobilização. Hoje teve assembléia da campanha salarial do pessoal da saúde em frente à sede do Ministério Público Estadual. Eles também reivindicam, além do aumento salarial, melhorias no atendimento para a população. O funcionalismo estadual sofre do mesmo mal, que é o descaso do governo. O funcionalismo federal também se move. Correios e bancários podem entrar em greve neste semestre.

Também lamentamos a postura do deputado Mauro Rubem, que disse no palanque que “não é hora de greve. A luta sindical tem que evoluir para a luta eleitoral. Devemos nos mobilizar para que os candidatos do governador percam as eleições”. O que é isso companheiro? O deputado aí parece inverter valores, pois a tradição do movimento sindical combativo sempre foi priorizar a luta direta da classe trabalhadora.

Nos solidarizamos com o Sintego quanto a prisão do presidente do sindicato, Domingos Pereira, ocorrido na última semana. É um ataque à liberdade da organização que amanhã pode atingir a todos. Não é admissível que o governo use os métodos da ditadura militar para reprimir uma greve, que é direito constitucional. Mas ressaltamos que a postura do sindicato não pode ser vacilante, afinal ele é a direção do movimento. O calendário eleitoral não pode atropelar a luta em um momento desses.

Todo apoio á greve dos professores! Unificar as lutas do funcionalismo estadual!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Funcionalismo público estadual se mobiliza contra ataques do governo Alcides




Esta foi uma semana de mobilização para o funcionalismo público estadual. Além da manifestação dos professores da rede estadual em Santa Helena, os trabalhadores da saúde também fizeram hoje uma assembléia, e o clima é de greve. Ontem a UEG protestou contra os desmandos do reitor da Universidade.

A Conlutas se solidariza com as greves e protestos, que são por melhorias para os servidores e para a população em geral. Afinal, a política de Alcides Rodrigues é a mesma do governo Lula: arrocho salarial e sucateamento do patrimônio que é do povo. Correios, petroleiros e bancários também podem paralisar neste semestre, e as mobilizações devem ser unificadas. As direções dos sindicatos não podem vacilar nesta hora, agora é hora de unidade pelas reivindicações do funcionalismo e do povo.

Saúde a beira da greve

Em assembléia hoje de manhã em frente à catedral de Goiânia, na rua 10, os funcionários da saúde estadual decidiram dar impulso à sua campanha salarial. A greve ainda não foi aprovada, mas o clima é que a paralisação seja deflagrada em breve. Já são três anos sem reajuste, com perdas de 13,20%, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Goiás. Os trabalhadores também querem a equiparação salarial com antigos funcionários da Agência Goiana de Empregos, AGANP, e a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários.

Além das pautas salariais, a situação da saúde estadual para a população também foi pauta. A maternidade Dona Iris está fechada há meses, e os trabalhadores que foram remanejados para outros locais estão se rearticulando para a reabertura da unidade. Os servidores presentes deliberaram a realização de reuniões setoriais para mobilizar uma grande assembléia em frente ao Ministério Público Estadual, no dia 23 de setembro. A pauta será o indicativo de greve.


Professores protestam na cidade do governador

No 47º dia de greve, os servidores da rede estadual de educação fizeram hoje manifestação em Santa Helena, cidade do governador do estado, Alcides Rodrigues. Em uma atitude truculenta, o governo mandou a Polícia Militar e a Agência Goiana de Regulamentação parar os ônibus que partiram de Goiânia e já estavam a 5 km da cidade. Mesmo com a ação, os trabalhadores desceram dos veículos e foram a pé para a cidade natal do governador.

Em Santa Helena, onde a primeira-dama do estado é candidata a Prefeita, a passeata seguiu pela rua da prefeitura. A população local se sensibilizou com a causa. Afinal, os grevistas querem, além de um aumento salarial justo, a melhoria nas condições do ensino estadual, que estão péssimas. Enquanto isso, a secretária da educação disse hoje à imprensa que não tem aumento, e que vai cortar o ponto dos grevistas.

Fórum de defesa da UEG protesta contra golpe do reitor

Ontem o Fórum de defesa da Universidade Estadual de Goiás fez um protesto em frente ao Augustus Hotel, onde se realizava o Conselho Universitário. O objetivo foi denunciar o golpe do reitor Luiz Antônio Arantes. O Conselho deliberou que basta ter um ano na UEG para se candidatar. “Isto não existe em nenhuma instituição no país, e foi um golpe para facilitar que indicados políticos sem história na universidade se candidatem” afirma Pítias Alves, membro do Fórum. Outra pauta de reivindicação foi a contratação de novos professores. A maioria do quadro não é efetivo, o que precariza as condições de ensino. O Fórum de defesa da UEG foi criado na última greve da Universidade, ano passado, por professores, funcionários e estudantes. Seu objetivo é lutar por uma UEG pública, gratuita e que ofereça um ensino de qualidade.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Grito dos excluídos em Goiás lembra luta pela moradia


A Comissão Pastoral da Terra, junto a 42 entidades, entre elas a Conlutas, realizou ontem a 14ª edição do grito dos excluídos. O protesto ocorre em várias cidades todo 7 de setembro há quatorze anos, e tem como objetivo senbilizar a opinião pública dos problemas sociais do país. Em Goiás, a possível desocupação de mais de 800 famílias de suas casas em Aparecida de Goiânia foi o tema do ato, que aconteceu nos bairros que sofrem risco de desocupação.
O terreno onde hoje ficam os setores Serra das Brisas e Belo Horizonte foi considerado irregular pela justiça. Os herdeiros do falecido proprietário das terras que deram origem aos bairros, José Agenor Lino, querem de volta a propriedade que teria sido grilada na década de 70. Acontece que nestes trinta anos várias pessoas compraram lotes e constuíram suas casas ali. Porém, o juiz Ricardo Teixeira Lemos, da 1ª vara Cível da Comarca de Aparecida de Goiânia, determinou a reintegração de posse.
Dom Tomás Balduíno, da Comissão Pastoral da Terra, lembrou que "esta decisão fere a constituição, que em seu artigo quinto diz que a propriedade tem que ter sua função social." O bispo, que tem histórico de apoio nas lutas populares, lembrou da desocupação de mais de 3000 famílias do Parque Oeste Industrial em 2004. "Que justiça é esta que coloca a propriedade acima da vida?" disse Dom Tomás.
A situação se torna mais absurda pelo fato das famílias pagarem impostos regularmente à prefeitura e terem comprado os lotes sem saber da irregularidade. Durante uma das paradas do ato, dentro do bairro Serra das Brisas, o representante da OAB presente lembrou que "é um caso de terceiro de boa fé. Quem comprou os lotes e hoje mora aqui não tem culpa".
Para a Conlutas, os responsáveis pela situação são, além da especulação imobiliária, os governos municipal, estadual e federal. É bom lembrar que em 2006 Lula pagou aos banqueiros que especulam a dívida externa uma quantia que poderia comprar 6 milhões de casas populares. O estado e a prefeitura também foram omissos, inclusive cobrando impostos à população sem se dar conta da irregularidade. Assim como no Parque Oeste, estaremos na luta em defesa por moradia.