sexta-feira, 28 de novembro de 2008

GOVERNO QUER PRIVATIZAR A CELG NO ESCURINHO



Os boatos sobre a privatização da Celg são fortes. Apesar do deputado Evandro Magal, líder do governo na Assembléia Legislativa, ter dito no plenário recentemente que “Alcides não quer esta marca em seu governo”, as últimas movimentações do governador mostram exatamente o contrário. As negociações com o BNDES estão avançadas no sentido do banco federal adquirir a maior empresa do estado. Esta semana, o presidente da Celg já disse que falta apenas acabar com alguns “esqueletos” da empresa para fechar a compra.

Mas vender para um banco que pertence ao governo federal é sinal de privatização? Sim. Segundo fontes de dentro da própria empresa, o grupo Rede, que tem como estratégia investir em empresas do setor elétrico, já está de olho na parte que BNDES quer comprar.

Histórico - Os últimos governos estaduais têm implementado uma política que prepara o setor elétrico de nosso estado lentamente para a privatização. Em 1997, a hidrelétrica Cachoeira Dourada foi privatizada. O prejuízo para a Celg foi enorme. Além de perder parte de seu patrimônio, a empresa ainda foi obrigada a comprar energia da Cachoeira Dourada privatizada por um preço acima do mercado.

Em 2001 o governo estadual tentou privatizar a Celg. O motivo seria o fato da venda de Cachoeira Dourada ter quebrado a empresa. Como se um erro justificasse outro. Uma campanha que envolveu os movimentos sociais do estado foi feita para que a venda não fosse efetuada. Na época, o governo foi impedido pela justiça de fazer a venda, mas os riscos não acabaram.

Hoje, quase 4 mil funcionários da Celg são terceirizados, enquanto o quadro de funcionários próprios não chega a 2.500. Os serviços comerciais, como o ligamento e desligamento de redes elétricas está todo nas mãos de empreiteiras. Os funcionários terceirizados ganham menos e trabalham em condições bem mais precárias. A Celg chega ao ponto de subutilizar o efetivo próprio para que as empresas privadas tomem conta do serviço.

População afetada - A Celg Hoje é dividida em Celg Distribuição e Celg Geração e Transmissão. Tem também a Celg Telecom, que quer atuar na área de telecomunicação. Fatiada assim é mais fácil vender. Só falta agora os tais “esqueletos”, na verdade as dívidas. E a discussão com a população? Como ficam os usuários?

É bom lembrar que não se trata apenas da maior empresa do estado, mas aquela que fornece energia para todas as outras empresas. E para a população. O que está se discutindo é o serviço que hoje é essencial para a vida de todos. A matriz energética é algo vital para a soberania de um país e para o desenvolvimento de uma região. Não podemos ver a Celg ser vendida assim por debaixo dos panos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sem-terras são presos em Faina por lutarem pela reforma agrária

por:
Movimento Terra, Trabalho e Liberdade - Democrático e Independente, MTL-DI
de Souza do acampamento santa dica no município de Faina. A informação é que ainda há mais 03 mandatos de prisão para Pedro Gomes da Silva, Abel Batista e Elson.
Há duas semanas um grupo de famílias organizadas no MTL-DI ocupou a "Fazenda de Cima" no Município de Faina/GO. Logo após a desocupação pacífica em cumprimento a liminar foi expedida pelo Juiz da Comarca da Cidade de Goiás, Dr.Silvano Divino Alvarenga.
As famílias fizeram acordo com o oficial de justiça que em dois dias desocupariam a fazenda, contando a partir de segunda feira, dia 24/11. Como foi combinado as famílias desocuparam e retornaram para o acampamento de origem.
Após isto, duas viaturas da polícia militar foram ao acampamento "Santa Dica" no município de Faina, com um mandado de prisão para os quatro companheiros, encontrando somente Vanderlei Pereira, que levaram diretamente para a cadeia pública da Cidade de Goiás. Até este momento não temos informações precisas do motivo da prisão.
Enquanto o banqueiro Daniel Dantas, Celso Pita o doleiro Naji Narras estão soltos os trabalhadores que lutam por seus direito estão presos.
“A justiça dos ricos é a injustiça dos pobres”. Pedimos solidariedade ao companheiro que se encontra preso. Envie seu protesto e o pedido de liberdade para mtldi.nacional@gmail.com com cópia para o e-mail da conlutasgo@gmail.comEnvie fax para o juiz Dr. Silvano Divino Alvarenga.Número: 062- 33717340( Comarca da Cidade de Goiás )

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Praça do Bandeirante, em Goiânia, vira palco de constrangimento com a polícia dando “baculejo” em todo mundo

Fui vistoriado hoje pela polícia de Goiás por ter cometido um terrível delito: andar de eixo-anhanguera. Tudo bem que tenho 700 mil cúmplices, que são obrigados a se espremerem todos os dias para andar na maior linha de ônibus na região metropolitana de Goiânia. Mas e daí? Todo mundo é suspeito até se prove o contrário.

Ao menos esta é a visão da pessoa que teve a idéia de, quase todos os dias, mandar a polícia fazer a “blits” na Praça do Bandeirante. O ônibus lotado é obrigado a parar e todos os homens são obrigados a descerem. E ali mesmo, na praça mais movimentada da cidade, são sujeitos a um constrangedor “baculejo”. Quem está com mochila é obrigado a abrir para que a polícia faça a vistoria. Mão na cabeça vagabundo, quem mandou andar de eixão!

Será mesmo que a medida é eficiente? Os marginais já devem estar usando outras linhas. E mesmo que fosse, justifica levar centenas de pessoas inocentes a este tipo de constrangimento? Além de atrasar em alguns minutos a viagem de milhares de usuários do transporte público. A medida mais parece um meio de aterrorizar toda a população.

Ainda bem que, apesar de ter mãe morena e avô negro, nasci com a cor da inocência. Após uma “triagem”, a maioria dos que foram vistoriados voltaram para o ônibus, restando apenas alguns mais “suspeitos”. Todos negros. Esses ficam lá, à mostra de todos que passam na rua, esperando que a polícia baixe seus antecedentes criminais. Mas mesmo quem tem antecedente só pode ser preso por estar cometendo algum crime. E qual crime eles cometeram? Ser preto e andar de eixo-anhanguera.

Porque não fazem esta vistoria no parque Vaca-brava, na região nobre da cidade? Lá, pelo que se sabe, o consumo de drogas é intenso. Queria ver a polícia dando “bacu” nos filhinhos de papai. Quem sabe nos estacionamentos dos shopping centers? Afinal, lá também pode ter marginal, porque não?

Os policiais estão lá cumprindo ordens. Ordens de quem? Quem teve a brilhante idéia? O engraçado é que a ação ocorre na praça onde tem a estátua que homenageia um bandeirante. Bem simbólico. Afinal, foram os bandeirantes que vieram para cá, exterminaram centenas de índios e começaram o regime de desigualdade e repressão que existe até hoje. Quem sabe não foi para “inspirar” a ação.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Governo quer acabar com os sindicatos independentes,mas Conlutas está na defesa da liberdade sindical.


Hoje, dia 11 de novembro, mais de 2 mil pessoas fizeram uma manifestação em Brasília em defesa do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, o ANDES-SN. Mesmo debaixo de chuva os ativistas da Conlutas mostraram a disposição em derrotar o ataque o sindicato dos professores universitários do Brasil está sofrendo por parte do governo. O ato começou em frente ao Ministério do Planejamento e foi até o Ministério do Trabalho. Depois da mobilização, foi montado um calendário de negociações.

O governo federal está promovendo um atentado à livre organização do movimento sindical. O ANDES-SN existe desde 1981 e tem um longo histórico na luta pela qualidade do ensino superior do país e por melhores condições de trabalho para os professores. Mas a Central Ùnica dos Trabalhadores (CUT), com a ajuda do governo, “criou” um sindicato paralelo da categoria. Este sindicato fantasma quer tirar do ANDES-SN seu direito de representar a categoria

Parece até piada. A assembléia que criou o “novo” sindicato foi feita em setembro deste ano em São Paulo, com a presença de pouco mais de 100 professores. O ANDES-SN representa hoje mais de 50 mil professores, e ganhou legitimidade em dezenas de congressos, conselhos e assembléias feitas por todo o país. Além disso a assembléia criou um novo sindicato, com aprovação do estatuto, em apenas 15 minutos.

Como se não bastasse, mais de 200 professores ficaram de fora da assembléia. Era um grupo convocado pelo ANDES-SN que queria barrar através do voto a criação da nova entidade. Mas quem fosse contra a posição da CUT não entrava. Os brutamontes na entrada do local da assembléia estavam lá para impedir a entrada de qualquer dissidente. Assim foi criado o Proifes, o sindicato fantasma que existe para ajudar o governo a implementar sua política nas universidades.

O governo quer agora negociar com o sindicato laranja e não com a entidade historicamente reconhecida pelos professores. Isto mostra que o golpe conta o ANDES-SN foi feito sob encomenda. Hoje várias entidades do movimento estudantil, sindical e popular prestam sua solidariedade ao ANDES-SN, para que o ministério do trabalho não legalize a farsa da criação do Proifes.

Este episódio é uma lição para o movimento sindical. Criamos a Conlutas porque a CUT não representava mais a classe trabalhadora. Os congressos não eram democráticos e a oposição não tinha chance de se expressar. No ANDES-SN, ao contrário, a cada dois anos existem eleições, e a oposição tem toda liberdade para disputar a direção da categoria. Inclusive entre 1998 e 2000 o grupo que hoje criou o sindicato fantasma teve o controle do ANDES-SN. Mas não conseguiu ganhar a categoria para seus métodos.

Se hoje deixamos que os professores universitários sofram com este problema, a praga pode se alastrar. Sindicatos vendidos aos patrões e aos governos podem ser criados por todo o Brasil para dividir os trabalhadores e assinar acordos rebaixados. Por isto é importante derrotar este golpe, que atinge toda a classe trabalhadora. A Conlutas defende a unidade da classe em torno da mobilização por seus direitos e a democracia como método de decisão. Por isto repudiamos este “racha” artificial de uma entidade democrática como o ANDES-SN.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sindicato dos Químicos de Goiás se filia à Conlutas


O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química e Farmacêutica de Goiás se filiou ontem, dia 30 de outubro, à Conlutas. A assembléia marcou um novo passo para a consolidação desta alternativa para a classe trabalhadora. Também é um novo passo para o sindicato, que está se reorganizando.

Com mais de 5 mil trabalhadores na base, o Sindicato dos Químicos de Goiás representa trabalhadores de um ramo que cresce no estado. Porém, este crescimento não está se refletindo em melhorias na vida dos operários. Com uma nova gestão eleita no último período, surgiu a necessidade de procurar uma via para tocar a lutas que virão.

Durante a assembléia foi passado um vídeo mostrando a história do movimento sindical e foi discutido os desafios futuros da classe trabalhadora. Um dos pontos destacados foi os ataques que estão por vir contra o operariado diante da crise econômica.

Goiás é um estado de industrialização recente. Em 1996 eram cerca de 75 mil operários, segundo o IBGE. Em 2006 o número saltou para 250 mil. Isto faz com que esteja se organizando no estado o movimento operário. Diante do total peleguismo das outras centrais, a Conlutas surgiu para esses trabalhadores como um ponto de apoio para suas lutas.