
Os boatos sobre a privatização da Celg são fortes. Apesar do deputado Evandro Magal, líder do governo na Assembléia Legislativa, ter dito no plenário recentemente que “Alcides não quer esta marca em seu governo”, as últimas movimentações do governador mostram exatamente o contrário. As negociações com o BNDES estão avançadas no sentido do banco federal adquirir a maior empresa do estado. Esta semana, o presidente da Celg já disse que falta apenas acabar com alguns “esqueletos” da empresa para fechar a compra.
Mas vender para um banco que pertence ao governo federal é sinal de privatização? Sim. Segundo fontes de dentro da própria empresa, o grupo Rede, que tem como estratégia investir em empresas do setor elétrico, já está de olho na parte que BNDES quer comprar.
Histórico - Os últimos governos estaduais têm implementado uma política que prepara o setor elétrico de nosso estado lentamente para a privatização. Em 1997, a hidrelétrica Cachoeira Dourada foi privatizada. O prejuízo para a Celg foi enorme. Além de perder parte de seu patrimônio, a empresa ainda foi obrigada a comprar energia da Cachoeira Dourada privatizada por um preço acima do mercado.
Em 2001 o governo estadual tentou privatizar a Celg. O motivo seria o fato da venda de Cachoeira Dourada ter quebrado a empresa. Como se um erro justificasse outro. Uma campanha que envolveu os movimentos sociais do estado foi feita para que a venda não fosse efetuada. Na época, o governo foi impedido pela justiça de fazer a venda, mas os riscos não acabaram.
Hoje, quase 4 mil funcionários da Celg são terceirizados, enquanto o quadro de funcionários próprios não chega a 2.500. Os serviços comerciais, como o ligamento e desligamento de redes elétricas está todo nas mãos de empreiteiras. Os funcionários terceirizados ganham menos e trabalham em condições bem mais precárias. A Celg chega ao ponto de subutilizar o efetivo próprio para que as empresas privadas tomem conta do serviço.
População afetada - A Celg Hoje é dividida em Celg Distribuição e Celg Geração e Transmissão. Tem também a Celg Telecom, que quer atuar na área de telecomunicação. Fatiada assim é mais fácil vender. Só falta agora os tais “esqueletos”, na verdade as dívidas. E a discussão com a população? Como ficam os usuários?
É bom lembrar que não se trata apenas da maior empresa do estado, mas aquela que fornece energia para todas as outras empresas. E para a população. O que está se discutindo é o serviço que hoje é essencial para a vida de todos. A matriz energética é algo vital para a soberania de um país e para o desenvolvimento de uma região. Não podemos ver a Celg ser vendida assim por debaixo dos panos.
Mas vender para um banco que pertence ao governo federal é sinal de privatização? Sim. Segundo fontes de dentro da própria empresa, o grupo Rede, que tem como estratégia investir em empresas do setor elétrico, já está de olho na parte que BNDES quer comprar.
Histórico - Os últimos governos estaduais têm implementado uma política que prepara o setor elétrico de nosso estado lentamente para a privatização. Em 1997, a hidrelétrica Cachoeira Dourada foi privatizada. O prejuízo para a Celg foi enorme. Além de perder parte de seu patrimônio, a empresa ainda foi obrigada a comprar energia da Cachoeira Dourada privatizada por um preço acima do mercado.
Em 2001 o governo estadual tentou privatizar a Celg. O motivo seria o fato da venda de Cachoeira Dourada ter quebrado a empresa. Como se um erro justificasse outro. Uma campanha que envolveu os movimentos sociais do estado foi feita para que a venda não fosse efetuada. Na época, o governo foi impedido pela justiça de fazer a venda, mas os riscos não acabaram.
Hoje, quase 4 mil funcionários da Celg são terceirizados, enquanto o quadro de funcionários próprios não chega a 2.500. Os serviços comerciais, como o ligamento e desligamento de redes elétricas está todo nas mãos de empreiteiras. Os funcionários terceirizados ganham menos e trabalham em condições bem mais precárias. A Celg chega ao ponto de subutilizar o efetivo próprio para que as empresas privadas tomem conta do serviço.
População afetada - A Celg Hoje é dividida em Celg Distribuição e Celg Geração e Transmissão. Tem também a Celg Telecom, que quer atuar na área de telecomunicação. Fatiada assim é mais fácil vender. Só falta agora os tais “esqueletos”, na verdade as dívidas. E a discussão com a população? Como ficam os usuários?
É bom lembrar que não se trata apenas da maior empresa do estado, mas aquela que fornece energia para todas as outras empresas. E para a população. O que está se discutindo é o serviço que hoje é essencial para a vida de todos. A matriz energética é algo vital para a soberania de um país e para o desenvolvimento de uma região. Não podemos ver a Celg ser vendida assim por debaixo dos panos.

