segunda-feira, 25 de maio de 2009

Trabalhadores do transporte coletivo de Goiânia e região fundam o SINDICOLETIVO

Os trabalhadores do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia fundaram seu novo sindicato no dia 24 de maio. O SINDICOLETIVO agora representa os motoristas de ônibus e demais funcionários das empresas da área. Após a assembleia realizada na Câmara de Vereadores de Goiânia, com a presença de mais de 200 pessoas, a categoria vira uma página na história.

“Não somos mais escravos das empresas”, disse Carlos Alberto Luiz, presidente do novo sindicato. Para os fundadores do SINDICOLETIVO, o antigo sindicato dos rodoviários defendia apenas os patrões, aceitando acordos que geraram perdas para a categoria. A velha direção era ligada à Central Única dos Trabalhadores, CUT. O novo sindicato dos rodoviários teve o apoio da Coordenação Nacional de Lutas, Conlutas.

A situação dos rodoviários é precária. Apesar da passagem de ônibus ser cada vez mais cara para o passageiro, o salário da categoria é cada vez mais achatado. Quem lucra são os donos das empresas. A profissão de motorista também é uma das mais estressantes e perigosas do mundo. Por isto a disposição de luta dos trabalhadores da área.

Democracia – O novo sindicato nasceu a partir do Movimento dos Trabalhadores do Transporte Coletivo – MTC, que fazia oposição à antiga direção sindical. Não existia a possibilidade da oposição disputar eleições, devido às manobras do pessoal da CUT. Por isto o movimento preferiu desmembrar a base da entidade que representava os trabalhadores de todo o estado.

O SINDICOLETIVO já nasce com uma diretoria colegiada, em que todos os diretores eleitos têm o direito de participar das decisões. Isto acaba com o controle de apenas alguns na entidade. Os mandatos também podem ser revogados pela base, se algum diretor trair a categoria. O estatuto do sindicato também garante que são os trabalhadores, através de assembleias, é que decidem sobre os temas mais importantes, como o fechamento de acordos coletivos.

10 comentários:

Deputada Cilene Guimarães Escritorio Virtual disse...

Parabéns pelo blog, só lutando pelos nossos ideias, nos tornamos cidadões concientes!

Comitê de luta contra máfia dos transportes disse...

Conlutas

Esta entidade de trabalhadores reúne sindicatos e outros movimentos populares por todo o Brasil. Nascida em 2004 e oficializada em 2005, a Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas, é um novo aparelho sindical nascido do desentendimento de setores sindicais ligados ao PSTU e que, após a “decepção” com Lula, e, especialmente, após a derrota com relação à Reforma Previdenciária, resolveram dar um basta à CUT.

Comitê de luta contra máfia dos transportes disse...

Portanto, a plataforma da Conlutas é a incessante luta contra a CUT e o PT no governo, querendo barrar as reformas neoliberais, como a Trabalhista, a Previdenciária, a Universitária e outras medidas, como o Super Simples, já aprovado pelo congresso e sancionado por Lula.

Esta plataforma é digna de apoio, pois ninguém duvida dos planos neoliberais de precarização do ensino superior, a precarização dos trabalhadores e das relações do trabalho, em favor dos patrões e nem que a reforma da previdência só quer alcançar uma maior arrecadação às custas dos trabalhadores, que agora quase não conseguem se aposentar, dadas as exigências da lei.

Comitê de luta contra máfia dos transportes disse...

No entanto é preciso fazer um mapa interno da Conlutas e das suas ações para perceber que, na verdade, nascida como organismo alternativo à CUT, ela nunca será mais que isso. Pior: alternativa dentro do universo burocrático do sindicalismo.

As correntes dominantes da Conlutas estão agregadas em torno de dois partidos políticos: PSTU, majoritário, e PSOL, que, mesmo não sendo majoritário, detém muitos ativistas do movimento e conseguem que suas idéias sejam materializadas.

Comitê de luta contra máfia dos transportes disse...

Abaixo destes estão movimentos que diria serem “mais sinceros”, ou seja, pessoas e movimentos que de verdade combatem a burocracia sindical e, inclusive, estão fortalecendo por dentro as críticas à Conlutas e às ações da sua direção. Podemos citar como exemplos a LER-QI – Liga Estratégica Revolucionária - Quarta Internacional, cuja base é trotskista e está em São Paulo, contando com um núcleo importante no Sindicato dos Trabalhadores da USP e no movimento estudantil. Existe também os militantes da Liga Bolchevique, com forte base em Fortaleza, dentre outros. Destaca-se estes dois movimentos minoritários pois sempre estão em confronto com a direção, em todos os congressos e encontros.

Comitê de luta contra máfia dos transportes disse...

É claro que existem na Conlutas indivíduos e entidades independentes de partidos e movimentos, pessoas que realmente acreditam nesta como instrumento de lutas. O argumento utilizado é o de que “quem faz a Conlutas somos nós”. Este argumento ingênuo esquece que estamos falando de instâncias de poder, e poder dos grandes, e este poder não será compartilhado e nem facilitado sem grandes sacrifícios ou a um alto preço. Não se toma uma entidade grande como esta assim, pela boa vontade.

Comitê de luta contra máfia dos transportes disse...

Acontece que a Conlutas nasceu, no máximo, para ser alternativa à CUT, e lutar contra as reformas. Não houve em nenhum momento da sua história em que a Conlutas se declarou revolucionária, anti-capitalista. No máximo a bandeira do socialismo soviético e nada mais.
Apesar da boa vontade, estes movimentos fazem a crítica por dentro da Conlutas que, de per se, é um organismo fadado a se entregar ao sistema burocrático, como outro qualquer. Para se ter certeza disto basta saber que a maior preocupação é a tomada dos sindicatos cutistas e, quando o fazem, em muitas vezes, realizam ações e cotidianos parecidos com os sindicatos que criticam, produzindo ações de manutenção, de conservação, inclusive negociando com patrões e mesmo compartilhando chapas com membros de partidos como o PT e o Pcdo B.

Comitê de luta contra máfia dos transportes disse...

Ademais, no seu núcleo central, a Conlutas conta com militantes sindicais que já nem sabem o que é um chão de fábrica há anos, tanto estão na máquina burocrática sindical e assim viajando pelo Brasil às custas dos trabalhadores. Assim é fácil dizer que luta! Este tipo de sindicalista profissional é justamente o modelo que tanto criticam, mas reproduzem.
Um episódio interessante para salientar foram as eleições e o papel lastimável do PSTU como sombra do PSOL. Não deu pra perceber, mas o PSTU era parceiro na coligação com o PSOL, e assim, como se fosse capacho daquele, aceitou ficar na sombra, não negociando nem sequer a vice presidência da tal HH.

Comitê de luta contra máfia dos transportes disse...

Isso significa que o PSTU já entrou no jogo político de vez e de qualquer modo quer o poder, mesmo que para isso tenha de fazer o ridículo papel de capacho. Tudo bem que estamos falando de partido e não de sindicatos. Mas se o caráter dos políticos do PSTU é o mesmo dos sindicalistas, o que podemos esperar? É o que acontece: resumem-se a criticar as direções dos sindicatos que não lhes pertence e, quando tomam os sindicatos, resumem-se a negociarem índices ou nem isto, numa ação típica reformista. E dá-lhe críticas a Lula.
Para finalizar, a Conlutas não se constitui em alternativa real para aqueles que querem de fato combater o capital como relação social e nem para aqueles que querem voltar a ser protagonistas sociais.

Comitê de luta contra máfia dos transportes disse...

É preciso fazermos por nós mesmos. Chega de direções pelegas ou interesseiras. Chega de lobos em pele de cordeiro, como o PSTU e PSOL, CUT ou Conlutas. Precisamos tirar-lhes as máscaras, pois estão enganando milhões de trabalhadores, iludindo-os como alternativa.
Só a ação direta, de livre iniciativa dos trabalhadores e com a radicalidade necessária para enfrentar o momento atual é que pode construir uma nova realidade, de liberdade e autonomia, individual e social.
SINDIVÁRIOS-GOIÂNIA,FOGO/COB/AIT