tirado do blog Faxina Geral, com correções
Na última terça foram julgadas no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TER-GO) as contas de campanha do governador Alcides Rodrigues, do PP, à reeleição. Ele só escapou de ser cassado por um detalhe: o seu partido não poderia pedir que as empresas doadoras mostrassem os balanços de 2005.
Por esse detalhe o governador escapou da Lei 9504/97, que pune com cassação os políticos que cometem irregularidades. Foram 16 volumes de acusação preparados pelo então Procurador Regional Eleitoral (PRE), Hélio Telho. Neles tinham de tudo: escuta telefônica, notas falsas, etc. O preço da campanha, segundo Telho, foi de mais de R$ 15 milhões. Ao menos o que é declarado!
No Supremo Tribunal Federal (STF) ainda há resquícios, ao que parece, do atual governador e do Senador Marconi Perillo (PSDB) a serem julgados. Os “esqueletos” legais dizem respeito à última campanha. No Pleno do TRE, foi ignorada a ação do STF porque corre em segredo de justiça e os juízes não sabiam o conteúdo.
Nas contas, além do que foi dito acima, apareceram 19 empresas doando para o PP no dia 28/11/2006 R$ 3.583.000,00, que foram repassados para o comitê de campanha do governador. Dessas 19 empresas, 12 não tiveram faturamento no ano anterior, e das restantes, todas doaram acima dos 2% do faturamento bruto em 2005. A lei diz que empresas só podem doar até esta porcentagem. Ainda existem R$ 330 mil que a prestação de contas não soube explicar. Segundo Telho, houve maquiagem e Caixa 2.
Havia potencial para cassação do governador. Mas segundo o Juiz Federal Euler de Almeida, e foi bem frizado, os 27,12 % das contas que poderiam ser contestados recaiam nos repasses do partido. Quer dizer : a Campanha não era culpada! O governador escapou por unanimidade!
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